Bem-vindo ao nosso grupo de leitura

É com muito gosto que o convidamos a participar activamente através deste blogue no nosso grupo de leitura. Mensalmente, vamos escolher um autor para podermos debater. Pode comentar sobre as suas obras, sobre a sua biografia e quem sabe gerar algum debate!



Junte-se a nós e conheça melhor o autor local Miguel Ouro.


Não perca a oportunidade de conhecer, ler e partilhar...

Partilhe connosco na sessão presencial na biblioteca do Sábado dia 26 de Março às 15:30.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Quem sou eu

Eu na Azambuja nasci
Na Azambuja fui criado
Lembrar tempos que vivi
É retratar o passado
Andei na escola
Com uma velha sacola
No adro joguei à bola
Com outros da minha idade
Vendi jornais
Fiz recados aos Vidais
De fisga andei aos pardais
E foi assim a mocidade
...
Amador, José Miguel. retratos à la minuta

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Ó minha Azambuja

"...
Ó vila de boa gente,
Só aqui eu estou bem,
Nasci no teu ventre,
És minha terra mãe.

 Tens lindas paragens
Para o povo visitar,
Mil e uma imagens
Para contemplar.
[...]
Tens rios, tens campo,
Tens fado, tens vinho,
Tens o teu encanto,
Tens o meu carinho.
..."

Ouro, Miguel. Ser Azambujano.

O Acidente

"Em 1923 estreou-se na Lezíria de Azambuja, "Coitada", a primeira debulhadora mecânica, marca Clayton (inglesa). Havia também nesse tempo a marca Ruston que era alemã. Mas foi na Clayton que se deu a desgraça. A Casa de Lavoura que a adquiriu foi a Casa Macedo Barros na qual era abegão o Sr. José Agostinho, que tinha um filho António Agostinho, que trabalhava na eira. É então que pede ao pai para experimentar a arte de alimentador, ou seja, alimentar a debulhadora com braçadas de cereal da qual saía a folha migada e o grão descascado.
O pai aceitou o pedido e o António Agostinho subiu pela escada de madeira para o tabuçeiro da debulhadora, um passo em falso, uma escorregadela, e o jovem a ficar com as pernas trucidadas até à cintura pelo tambor macânico..."

Arenque, Sebastião Mateus. Confessório à moda antiga: memórias de outros tempos.
Fundo local = um conjunto organizado de espécies documentais qualquer que seja o seu suporte (impressos e audiovisuais), produzidas por uma comunidade ou com ela relacionadas, que se referem aos mais variados aspectos da sua vida, história e actividades.

In http://rcbp.dglb.pt/pt/